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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Garrafa #21: Cerveja Colorado Appia e uma memória tão doce quanto o mel

Arte feita com rótulo da Colorado Appia
Arte de capa com montagem no rótulo da Colorado Appia
Este blog foi criado há alguns meses com o objetivo pessoal de falar sobre memórias relacionadas às cervejas que tenho conhecido ao longo dos últimos anos, lembranças que são sempre revividas a cada vez que olho para alguma das garrafas que ainda guardo comigo. 

Memória, para mim, é algo mais do que importante, é valiosa, é confortante e muitas vezes motivo de leve sorriso quando estou só. Por isso faço de tudo e mais um pouco para cultivá-las. E é justamente nisso que a cerveja tem me ajudado, pois tem se tornado um marco, não a essência, mas o ponto de partida para muitas de minhas melhores e mais preciosas lembranças.

Você já parou para pensar que pode chegar o dia em que você não tenha mais nada, além de suas memórias, suas recordações? ou ainda, você já parou para pensar que um dia você pode ser apenas uma lembrança para alguém?

São perguntas como essas que tem me acompanhado nos últimos dias e respostas para as mesmas nem sempre são exatas e muito menos fáceis. A maioria das pessoas sequer gostam de falar sobre isso, mas ninguém escolhe o momento que uma pessoa passa a ser uma memória; as coisas simplesmente acontecem, estejamos nós prontos ou não. Então, outra pergunta que me vem: o que fazer, além de aceitar?

Se faço essa pergunta durante uma conversa, a resposta muitas vezes é um silêncio, na maioria das vezes acompanhado por tristeza. Se me questionam sobre isso, minha resposta talvez seja relacionada às memórias que criamos e deixamos, pois isso não tem prazo de validade em quem nos tire, pois é algo nosso, só nosso e de mais ninguém.

Neste ponto, imagino que você esteja se perguntando qual é o sentido deste post, um tanto quanto melancólico, acertei? Pois é, acho também que você já sabe o que deve ter acontecido, por isso, pulemos esta parte, e falemos do que fica, porque e como fica.

No último domingo, assim que recebemos a notícia da perda de uma pessoa muito importante e querida de nossa família, me lembrei de uma foto tirada há agumas semanas e que, para minha supresa, não trazia nada de triste, pelo contrário: Mesmo em meio a uma grave enfermidade, dor,  angústia e incerteza, foi possível viver um momento extremamente descontraído e feliz. Foi possível esquecer a tristeza e a dor, mesmo que brevemente, graças ao simples fato de uma pessoa, pela primeira vez na vida, experimentar uma cerveja artesanal e descobrir, mesmo em algo velho, uma novidade.

Numa tarde de domingo, enquanto eu estava na casa de minha sogra, onde sempre mantenho uma boa quantidade de cervejas artesanais dos mais variados rótulos, recebemos a visita de uma tia que há muitos anos estava lutando contra o câncer e eu, como sempre faço, resolvi apresentar uma das cervejas que tinha ali. Não me recordo bem porque escolhi uma Colorado Appia, que nem é uma de minhas preferidas, talvez tenha sido pela baixa graduação alcoólica e pelo paladar leve e doce. Mas a lembraça que agora tenho da pessoa que se foi é de um olhar curioso e atento, do sorriso após a degustação de olhos fechados, da pausa para sentir o gosto e da respiração leve e sem pressa. Da gratidão que senti ao ouvi-la dizer que não sabia que existia cervejas com sabores tão bons e diferentes e que nunca havia passado por uma experiência como aquela, o que a deixou feliz. Isso foi muito, muito reconfortante, mas acho que nada vai valer tanto quanto ver um sorriso, tão precioso, tão inesperado e tão eterno...  E esta é a memória que fica, que ninguém apaga e que tudo supera...


Saúde!
Foto da tia que se foi, enquanto degustava uma Colorado Appia
Uma foto de família: O sorriso eterno

terça-feira, 23 de junho de 2015

Garrafas #18 - Sporro, Weihenstephaner e Bamberg: cerveja, pirâmides e uma geladeira

Ilustração sobre a memória na garrafa. Desenho de Eduardo Amaral
Ilustração sobre a memória nagarrafa. Desenho de Eduardo Amaral



Uma memória, uma história
Está aí um dia, uma memória que me faz pensar sobre história, mais precisamente, sobre a grande incógnita que paira até hoje sobre a construção das pirâmides do Egito ou, sendo mais preciso, sobre a construção da pirâmide de Gizé. Como eles conseguiram fazer algo tão grandioso, numa época em que a humanidade ainda não dispunha de grandes avanços tecnológicos e o que deu força, pagou e dava criatividade aos caras que carregavam pedras pesadíssimas por longuíssimas distâncias e ainda as colocavam lá no alto? Cara, deve ter algo muito curioso nessa história toda, não acha?


Pode ter certeza de que tem sim, caro leitor, cara leitora, e é um pouco sobre isso que vou falar hoje, pois a memória guardada nas garrafas #18, comprovam uma teoria sobre a construção das pirâmides mais famosas do mundo e ainda vem acompanhada em uma dica cultural, então seja bem vindo ou bem vinda ao meu blog, se é a primeira vez que você passa por aqui (eu espero que você goste) ou bem vindo (a) de volta a mais uma memória, se você já é da casa.


Tudo isso que eu acabei de falar parece loucura ou conversa de bebum, não é? mas depois de ler até o fim, com certeza você vai concordar comigo e ainda é capaz que você tenha alguma história parecida para contar. Vamos então à mais uma memória!!!


Um trabalho depois do trabalho
Era terça feira, dia 14 de agosto de 2014 (cara, minha memória é ruim, mas ás vezes me surpreende. Já se passou quase um ano e eu ainda me lembro perfeitamente da data!!) e, depois do trabalho, fui fazer um pequeno favorzinho para o meu amigo Andros Lima: pegar emprestada a PickUp da empresa onde trabalhava e ir até Boituva para buscar uma geladeira que ele havia ganhado do Josi, que estava de mudança para Barueri e precisava se desfazer da mesma. Tarefa fácil né?


Pois bem, encontrei meu amigo no Butantã e partimos rumo à Boituva. Chegando lá, onde estava o Josi, no bar, claro! e alí passamos umas duas ou três horas. Mas a graça mesmo veio depois, quando resolvemos sair dali e ir para um empório especializado única e exclusivamente em cervejas, o Empório Estação da Cerveja. O detalhe importante é que já era, sei lá, meia noite e chegamos bem na hora em que o dono fechou as portas, triste né… triste nada, batemos na porta e insistimos para o cara abrir pra gente, com o seguinte argumento: “ow, cara, viemos de São Paulo só para visitar o teu bar, abre aew, velho, não vamos demorar”, meias verdades :D.
Foto da cerveja Sporro degustada no dia
Foto da cerveja Sporro degustada no dia


Se a porta estiver fechada, bata!
Deu certo, o dono foi muito gente boa e abriu as portas do bar, que surpreendeu, tanto pela quantidade de rótulos e copos disponíveis, quanto pela decoração e atendimento. Este último quesito, para mim, é o mais importante e muitas vezes o fator decisivo que me faz voltar ou não a algum lugar. Ficamos ali por mais ou menos uma hora e durante todo este tempo, o dono esteve conosco, nos orientando sobre as cervejas que estávamos escolhendo e nos contando algumas curiosidades interessantes sobre outras.


Não me lembro exatamente da ordem, mas na ocasião degustamos a famosa Weihenstephaner, uma Sporro e uma Bamberg. Não quero me estender muito nesta postagem e por isso não vou entrar em detalhes muito técnicos sobre as cervejas, até porque já existem muitas páginas na internet que fazem isso, mas também não posso deixar de dizer o quanto gostamos da degustação e o quanto apreciei não apenas as cervejas, mas o momento em si. O que não posso deixar de dizer são algumas curiosidades relacionadas aos rótulos que escolhemos, como por exemplo a Weissbier (cerveja de trigo) alemã Weihenstephaner que, de acordo com a cervejaria, é a cerveja mais antiga do mundo  ainda em produção, mantendo continuamente a mesma receita desde 1040, isso mesmo, há quase mil anos! e talvez seja a melhor cerveja de trigo que já degustei; é muito boa mesmo!


Vaisrastf... Vairrastei...Vasteifan...
Weihenstephaner - Eu aposto que você acabou de pular este nome porque não tem a menor ideia de como pronunciá-lo, acertei? Então vou te da uma forcinha: quando isso acontecer de novo, você pode ir até o Google Translator de digitar a palavra que deseja aprender, como eu fiz desta vez, mas não se engane, o melhor mesmo é, se possível, perguntar para alguém que seja fluente no idioma, como eu também fiz e percebi que a tradução do Google está muito errada (hahaha), mas serve para ao menos te dar uma luz. Para fechar esta parte, a última coisa que gostaria de dizer é o significado deste nome, que seria algo como ‘Sacred Stephen’, ou ‘Sagrado Stephen’, na nossa queria língua portuguesa, de acordo com o Gleeson Group.


Eu literalmente tomei dois ‘Sporros’ naquele dia, porque demorei muito e minha namorada começou a ficar preocupada. Então o primeiro foi bem bom, mas o segundo…
Não dá mais para falar sobre as características dessa cerveja, mas o mais interessante, e que eu não posso deixar de compartilhar com você, são os nomes criativos da Cervejaria Urbana e que você pode conferir aqui. Com certeza você vai ficar ainda mais interessado e vai querer parar no próximo empório para comprar algumas.


A Bamberg terei que pular, porque acredito que tenha sido a última do dia e já não me lembro de mais nada, mas é interessante ressaltar a qualidade da cerveja, que até já conquistou algumas premiações. Dê uma rápida olhada aqui no site da Cervejaria Bamberg, você vai se sentir orgulhoso.
Foto da cerveja Weihesnstephaner degustada no dia
Foto da cerveja Weihesnstephaner degustada no dia



Mais uma, só pra garantir
Escrevendo sobre esta experiência, acabei de me lembrar que, na saída, ainda comprei uma cerveja para a Mônica, minha namorada. Escolhi uma Liefmans, uma cerveja belga  frutada, produzida com cinco tipos de frutas vermelhas, que agrada muito o paladar feminino e hoje é a preferida da Mônica.


Depois de tudo isso, ainda faltava a parte mais difícil: colocar uma geladeira na pickup, carregar até Carapicuíba e depois subir uns, sei lá, 40 degraus até a casa do Andros, o que deve dar uns 15 ou 20 metros de altura, tarefa complicada heim! Mas o detalhe é que fizemos isso de uma vez só, não doeu nada e sequer causamos um risco na geladeira e é neste ponto que volto a falar sobre a construção das pirâmides do Egito. Até hoje a construção daquelas maravilhas arquitetônicas causa dúvidas entre os principais pesquisadores sobre o assunto, porém não há dúvidas sobre o pagamento que os trabalhadores recebiam: cerveja!


A cerveja na história
É isso mesmo, você não leu errado não, naquela época, a cerveja era parte da alimentação diária do povo egípcio. Desde o faraó, até as crianças, todos bebiam cerveja, cada templo contava também com uma cervejaria e uma padaria, que produziam esses alimentos para consumir e ofertar aos deuses. Não diferente, as construções das pirâmides também contavam com as mesmas cervejarias e padarias, só que para alimentar os trabalhadores, que recebiam cerca de um litro de cerveja e alguns pães, pois eram (e ainda são) fonte de nutrientes e minerais que os tornavam fortes para o trabalho. Para você ter uma ideia da quantidade de cerveja que o povo egípcio produzia naquela época, estima-se que, para a construção da pirâmide de Gizé, foi produzido o equivalente a 800 milhões de litros de cerveja, de acordo com alguns estudos. Se você quiser saber mais sobre isso, recomendo que você visite as páginas Antigo Egito e O Guia da Cerveja.

Então, se com cerveja aquele povo construiu as pirâmides, o que são uma geladeira e alguns degraus para quem acabou de encher o tanque? Fato comprovado, a cerveja construiu as pirâmides de Egito!! :D


Você não pode perder!
Gostaria de finalizar este post com uma dica cultural, o Degusta Beer and Food, que vai acontecer entre os dias 15 e 18 de julho, no Centro de Exposições São Paulo Expo, evento que vai proporcionar aos visitantes um contato direto entre público e cervejarias, vai dar muitas dicas de combinações entre cerveja e pratos, além de oferecer os principais rótulos disponíveis no mercado a preços fora do comum. Vai ser a minha oportunidade de degustar uma Deus (obrigado Deus!) e outras cervejas maravilhosas (Deus me segure!). Estarei no evento no dia 18 e já estou economizando para fazer meu estoque aqui em casa. :D


E aí, gostou da memória?
Obrigado por ler o post até aqui. Se não for pedir muito, curte aí e compartilha nas redes sociais ou deixe seu comentário aqui em baixo. ;-)

Quer ler mais?
O que acha de ler o último post?



Um abraço e até a próxima, cheers!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Garrafas #12 - Kit Ultraje à Rigor, Du BOCQ Saison 1858 e Blanche de Namur - invadiram minha praia e vieram para ficar!

Nós vamos invadir sua praia e para nunca mais sair!

Montagem com rótulos e capa de CD
Montagem com rótulos e capa de CD

Presentes de aniversário perfeitos!
Penúltimo dia de férias e, já que falta pouco mais de duas semanas para eu ficar um ano mais velho, eu tirei um tempo para escrever mais uma memória, só que desta vez, vou falar de uma das mais especias, pois trata-se das lembranças que tenho guardadas nas garrafas de cerveja que ganhei no dia do meu aniversário, em junho de 2014. Digo que estão entre as mais especiais porque foi a primeira vez que ganhei esse tipo de presentes -  e que presentes, meu caro leitor! -  até então ninguém havia me presenteado com nada do tipo, ou seja, estava declarado, o Eduardo é um apaixonado por cervejas!

Pulando a ordem
Vamos dar um pulo na ordem das garrafas e vamos falar então sobre este presente!
Como de costume, os amigos do Apocalipse e meus familiares se reuniram para fazer uma surpresa e desta vez o aniversariante era eu, que já esperava a visita da galera, só não sabia onde e nem o horário. Então, depois do trabalho… Na verdade, na verdade mesmo, eu acho que não foi exatamente depois do trabalho... se não me falha a memória de formiga, devo ter passado em algum lugar, talvez o Food Park, no Butantã, com alguns poucos amigos da Somar, que queriam também celebrar a data comigo, e é quase certeza que eu me atrasei um pouquinho (2h) para ir à casa da Mônica, onde já era de se imaginar que todos estariam me esperando (estavam e putos), mas vamos esquecer este pequeno detalhe e digamos que foi depois do trabalho..

Surpresa!!!!
Então vamos, lá, como eu estava dizendo, depois de um dia comum de trabalho, ou seja, cheio problemas, pessoas ligando e coisas que não funcionam, me dirigi à casa da Mônica, onde ao entrar, fui recebido com um caloroso “parabéns para você” de todas as pessoas que mais amo nessa vida, as quais eu só não vou falar os nomes aqui por que não quero cometer o erro de me esquecer de alguém, mas basicamente essas pessoas se resumem ao meu querido grupo de teatro, o Apocalipse, meus pais, irmãos e sobrinhas, a família da Mônica e, como não poderia faltar, a Mônica, minha namorada.

Fotos da celebração com família e amigos
Fotos da celebração com família e amigos

Os presentes
Fui presenteado com um delicioso bolo, feito pela Mônica, sanduíches, feitos pela Sabrina Carvalho e, para beber, suco de uva, já que eu raramente (raramente mesmo) bebo refri, além, claro, da presença das pessoas mencionadas, tantas pessoas, que a Mônica ficou com medo de o bolo não ser o suficiente para todos, mas foi.

Kit Ultraje a Rigor
Agora, vou falar dos presentes que ganhei, as cervejas: primeiro recebi de Andros, Josina, Michele e Shirley um kit de cervejas da banda Ultraje à Rigor, que vem numa caixinha muito bonita, com 3 garrafas, sendo uma Bohemia Pilsner, uma Pale Ale e uma Weiss, uma taça, que até hoje está entre as mais bonitas que tenho e que faz muito sucesso quando meus amigos inventam de fazer  e servir drinques, e também uma camisa, que uso bastante. Como diz na embalagem: “Nós vamos invadir sua praia”, invadiram mesmo, excelente presente!

Kit Mr. Beer
O segundo presente veio da Mônica, um kit também da Mr. Beer, mas montado por ela, com a ajuda do vendedor. Na compra, ela disse que eu estava começando a me interessar por cervejas especiais, que gostava muito de experimentar e não abria mão de degustar a cerveja em seu próprio copo. Foi então que o consultor sugeriu que ela levasse “uma sem erro”, uma Witbier Belga, que já havia sido premiada em concursos de cerveja mundo a fora ou uma outra Belga do tipo Saison, que também já havia ganhado muitos prêmios. Na dúvida, ela levou as duas e mais uma taça muito bonita da Mr. Beer, que algum tempo depois infelizmente se quebrou, pois era muito frágil. Não preciso nem dizer que todos eles acertaram em cheio nos presentes, né!? gostei muito e deixo aqui uma mega dica de presente.

foto do Kit Mr. Beer com Du Bocq Saison, Blanche de Namur e taça
Kit Mr. Beer com Du Bocq Saison, Blanche de Namur e taça

Uma super dica!
Se você quiser saber detalhes sobre as cervejas, recomendo que visite a página do MR. Beer ou algumas páginas especializadas ( Kit Ultraje: Bebida Liberada, Comidas e Bebidas, All Beers. DU BOCQ -  Saison: Foto e Breja, World Beer Awards. DU BOCQ - Blanche de  Namur: Brejas, Folha Vitória, NonoBier ) e confira algumas opiniões de quem entende bem do assunto. Porém, para não deixar passar, eu diria que, no Kit Ultraje, dentre as três, a Weiss se destaca por que não causa tanta estranheza, quando você bebe, é mais suave até do que a Pilsen. A Pele Ale eu diria que vai bem para aqueles que tem o paladar mais aguçado e gosta de fazer combinações com pratos.
Agora, as DU BOCQ, essas vocês vai precisar estudar um pouquinho antes de degustar, ler sobre cada uma delas, para tentar entender quais são as características que as distinguem das demais e, só depois disso, degustar com calma, para tenter identificar toda a diversidade de sabores e aromas que elas oferecem. Mas o que fica na memória é o cheiro, a cor a espuma cremosa.. sem igual cara!.

Não vou me arriscar a falar de combinação com pratos, mas se você fizer uma boa pesquisa, isso não vai ser problema. De qualquer maneira, eu diria que ambos os presentes, são uma ótima sugestão, não tem como não gostar. Fica aí então uma dica, já que está chegando o dia dos namorados e talvez você ainda não saiba com oque presentear.

Um "plus a mais"
Para você que gosta de um Rock And Roll e aprecia conhecimento histórico, dê o play aqui neste som e conheça um pouquinho mais sobre a banda Ultraje a Rigor, você vai curtir:




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Cheers!!!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Garrafa #04 - Ouropretana: Uma cerveja especial, um momento inesquecível

Você já realizou um sonho que carregava desde criança?

Montagem com escultura de Aleijadinho e garrafa de Ouropretana
Montagem com escultura de Aleijadinho e garrafa de Ouropretana

Cerveja e cidade igualmente especiais
Cara, beber a cerveja que carrega o nome da cidade onde você sempre quis ir, sentado nas escadarias do monumento erguido em memória de um dos personagens mais importantes da história de nosso país, de frente para o Museu da Inconfidência, sentindo o vento refrescante de um fim de tarde quente e ensolarada, depois de andar pela história do lugar é algo realmente marcante, que você carrega por toda a vida.


A primeira Pale Ale a gente nunca esquece
Foi a primeira vez que bebi uma Pale Ale e naquele momento eu já sabia que o “Ale” fazia alusão a cor avermelhada deste liquido sagrado. Eu não queria que aquele momento acabesse e aproveitei até a última gota da cerveja e do momento. Para mim tudo era uma coisa única, tanto o que passava pelo meu olfato e paladar, quando o que os meus olhos, ouvidos e tato registravam. 

Mônica e eu podíamos passar horas ali, sentados, com o olhar perdido e nem precisávamos falar nada um ao outro para que o momento fosse especial, bastava ficar olhando, adimirando. Cada curva, cada parede tinha uma história que queríamos conhecer. Para nós, aquelas construções tão lindas, as ruas, as cianças saindo da escola, os carros passando pelas ruas estreitas, os guias esperando pelo próximo turista curioso, as luzes se acendendo, não eram elementos que compunham uma cidade e sim um espetáculo vivo e vibrante. Estávamos ali como os mais curiosos observadores, atentos ao menor sinal de movimento ou encantados com aquilo que era estático, porém não menos vivo.

A Praça Tiradentes
Chegamos à praça por volta de 17h e ali mesmo, num dos estabelecimentos tomamos um cappuccino, onde notamos que haviam muitos turistas estrangeiros, e depois pedimos uma cerveja, para beber mais tarde. Estávamos cansados, mas decidimos ficar por ali mesmo, naquela bela praça. Acho que foi uma decisão bastante acertada porque nós já havíamos conhecido muitos pontos importantes da cidade, mas faltava ainda sentir a atmosfera do ambiente que nos rodeava. Até de olhos fechados aquilo era algo prazeroso. 
Eduardo degustando uma Ouropretana na Praça Tiradentes
Conhecendo a Ouropretana em Ouro Preto-MG

Ficamos ali por umas duas horas e só saímos quando já era noite. Naquele momento o espetáculo ficou ainda mais reluzente e convidativo, não demorou muito e logo estávamos de volta. A cerveja que seria para depois não demorou muito para ser experimentada com a mesma curiosidade com a qual observávamos a cidade, na verdade foi a “cereja do bolo”, o toque final.

Cerveja, cereja, bolo.. isso me lembra outras histórias, mas fica para mais adiante..

Presentes para os amigos
Eu gostei muito da cerveja e por isso resolvi trazer algumas para dois amigos e mais uma para mim. Como por aqui é costume levar lembranças de viagem e presentear pessoas que ficaram esperando a sua volta, Mônica e eu trouxemos muitos presentinhos para nossos amigos e familiares, mas dois desses amigos foram presenteados com Ouropretanas: O Demian Calderon, meu chefe na Somar e um grande cara, de quem eu ainda vou falar bastante por aqui, que ficou com uma Red Ale, se não me falha a memória, e o Andros Lima, até então um colega, namorado uma grande amiga nossa, a Michele Araújo. Até aquele momento eu não poderia dizer que o Andros era meu amigo, pois ele era recém chegado na turma, mas eu já sabia que ele tinha vindo para ficar, por isso o presenteamos com uma Pilsen. Tanto Andros, quanto o Demian, não sei se beberam as cervejas, mas sei que gostaram bastante do presente.


Eduardo em Ouro Preto, desgustando uma Ouropretana
Conhecendo Ouro Preto, degustando uma Ouropretana

E a cerveja, é boa?
Claro que dizer se algo é bom ou não depende muito dos gostos de cada pessoa, mas se você não tem medo de arriscar, recomendo a Amburana, cerveja forte, para paladares mais exigentes. As outras que experimentamos (trigo, pale ale e pilsen) são muito agradáveis e com certeza valem à pena você ir a um empório e conhecer, mas se quiser fazer à pena mesmo, deixe para conhecer quando for à Ouro Preto, aproveite e vá visitar a fábrica, com certeza você vai gostar da experiência.


São não se esqueça de voltar aqui no blog e me contar sobre as memórias que você vai trazer de lá.



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Cheers!!!

Garrafa #03 - Backer: Uma cerveja de trigo, servida em seu próprio copo, no berço da Inconfidência mineira.

Você também se sente fisgado por uma embalagem bonita, bem apresentada, mas fica se perguntando sobre o conteúdo?Foi o que aconteceu com a Backer, de acordo com uma inscrição na caixa, a primeira cerveja especial de Minas Gerais. 


Montagem com rótulo da Cerveja Backer
Backer




Toda panela tem sua tampa, toda cerveja tem seu copo...
Você, que com certeza também é apreciador de cervejas artesanais, também deve pensar que beber uma cerveja em seu próprio copo e saber o porque disso, realmente torna a experiência muito mais memorável. Foi justamente o que aconteceu na primeira vez que bebi esta cerveja, na ocasião, uma Backer de trigo.

Até então eu já não tinha mais tanta aversão às cervejas, mas este foi um dos fatores marcantes que me fizeram passar a buscar reviver essa experiência muitas outras vezes depois. Sendo assim, já no dia seguinte, depois de ter experimentado essa bela cerveja e antes de pegar estrada de volta para casa, Mônica e eu passamos em uma loja de presentes, onde vendiam iguarias mineiras e compramos muitas Backers, uma caixinha para nós e outra para o Juninho e a Tati. Eu não queria que tivessem acabado.. :´(

Um presente para ser vivido
Nós guardamos nossas Backers para beber como nosso amigo Cláudio Ordônio, que ficou enciumado porque trouxemos presentes para alguns amigos, exceto para ele, que é nosso melhor amigo. Ele não sabia que havíamos reservado um desses momentos para compartilhar com ele.

Era uma noite de sábado, junho de 2014, se não me falha a memória, estávamos na calçada da casa da Mônica e esolvemos abrir as cervejas ali mesmo  e ficamos um bom tempo jogando conversa fora. As pessoas passavam pela rua e nos viam bebendo, o que para muitos não era algo muito legal; eu nem me importava. Naquela mesma noite houve um evento na igreja onde frequentávamos chamado “Barzinho de Jesus”, nome do qual eu não gosto, mas o evento em si é bem legal. Algumas bandas se apresentam e cantam músicas religiosas que os jovens da igreja gostam bastante de ouvir e cantar juntos.

Já não temos mais idade para isso...
Nós fomos a este evento, mas não ficamos muito, já não era mais o lugar onde queríamos estar, acho que isto se deu devido à nossa idade. Ambos já estávamos na casa dos 25 anos e aquilo já não era mais o que nos atraía, as pessoas ali eram muito jovens, não dava para ficar. Por isso mesmo resolvemos convidar o Cláudio para ir à casa da Mônica e beber todas as cervejas. As garrafas não eram das maiores e por isso a quantidade de cerveja não era o suficiente para deixar nenhum de nós alterados. O Cláudio é um beberão e dificilmente fica bêbado. Me lembro que ele não gostou muito de todas, pois aqueles sabores eram novidade, mas gostou bastante da cerveja de trigo, a grande novidade, e da pilsen, que com certeza era diferente do que se via (e ainda se vê por aí), mas como era de se esperar, ele ficou muito feliz com nosso gesto.

Uma foto para o Twitter
Como ele estava (e deve estar até hoje) com mania de postar fotos no Twitter, logo fez uma foto que foi para sua página. Por sinal, é a mesma que estou postando aqui no blog.
Uma caixa com 4 Bäckers diferentes
Kit com algumas Backers

Se não me engano, ainda saímos naquele dia porque o cachaceiro queria mais bebida e comida.

Um conselho 
Se você convidar o Cláudio para um jantar em tua casa, faça bastante comida ;-)


Para finalizar
Se você está começando a conhecer este universo de cervejas especiais, recomendo que experimente uma Backer, não é difícil de encontrar e eles tem uma produção bem consolidada. Depois, fique a vontade para voltar aqui no blog e compartilhar sua experiência.
Ou, se você já é um conhecedor ou conhecedora, comente aqui no blog e diga como conheceu a Backer.



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Bäcker de trigo servida em seu próprio copo
Uma Backer de trigo


Mônica degustando uma Bäcker de trigo em Ouro Preto-MG
Copo da Backer


Cheers!!!