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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Garrafas #19 - Lucifer, DeuS, Colorado, a da bruxa e tantas outras. Eu no degusta Beer and Food

Onde foi que eu parei mesmo? fiquei uns dois meses sem escrever e ficou até meio difícil de retomar o blog, mas vamos lá, vamos continuar porque, o que é bom, não pode parar!


Montagem com rótulo da cerveja Deus e título do blog
Degusta Beer 2015

Mudanças!
Desde o último post, muitas coisas aconteceram na minha vida e, como a cerveja faz parte da maioria desses acontecimentos, eu estava planejando falar sobre a maioria deles (pois para cada um eu tenho uma garrafa guardada em algum lugar), mas acredito que seriam muitas coisas para falar de uma só vez e o post ficaria meio grande. Então, meus amigos, vou continuar exatamente de onde parei, vou falar sobre minha visita ao Degusta Beer & Food 2015, evento que rolou no mês passado (Julho) e que, cara, você deveria muito ter ido!

Sobre o evento
Degusta Beer é um evento que vem crescendo bastante a cada nova edição e atraindo cada vez mais visitantes. A  proposta do evento é aproximar os fabricantes de cervejas artesanais e os degustadores -leia-se: bebedores-, além de mostrar o que é cerveja de verdade para as pessoas que ainda não foram conquistadas. No evento você pode degustar várias das cervejas mais tradicionais disponíveis no Brasil, bem como conhecer novas cervejarias, que não param de surgir e o mais legal é que você pode conhecer e conversar produtores e importadores reais; tudo isso ao som de boa música, com boa comida e rodeado de gente legal.

Montagem com fotos do evento
Fotos do evento
O time
Graças à Deus eu não fui só, senão teria gastado até a última moeda da minha carteira, comigo foram minha namorada Mônica, meu irmão Juninho e sua esposa (que também é irmã da minha namorada) Tatiane. Aí você me pergunta: “Nossa cara, você bebe tanto assim, para gastar todo o teu dinheiro?”. Não véi, não bebo tanto. Acontece que, não sei se por causa da alta na inflação, mas achei os preços um tanto quanto elevados; nada custava menos de R$ 8,00. Achei que os preços poderiam ser um pouco mais em conta porque estava praticamente o dobro, comparado com a edição anterior e o custo é um dos principais, senão o maior dos bloqueios para quem quer conhecer as cervejas artesanais. Com isso, posso destacar um ponto negativo para a organização do evento, que demorou para atualizar a planilha de preços no site do evento; aí eu (que, confesso, tenho deficit de atenção) baixei a planilha desatualizada e fui para o evento crente de que pagaria R$ 35,00 para degustar uma DeuS e que os chopes custariam algo em torno de R$ 4,00..haha, sabe de nada, inocente!

Mas o evento é bom?
Tirando este pequeno grande ponto negativo, o evento é muito, mas muito bom; vou te contar um pouco o porque: assim que você chega, retira um copo (de vidro), o qual você carrega consigo por todo o evento e usa para fazer as degustações. Para comprar as bebidas você precisa comprar o “dinheiro local”, cédulas como as de Real que temos por aí, e só pode comprar bebida com esse dinheiro. Com grana e copo em mãos, é só andar pelos stands, trocar uma ideia com os vendedores, conhecer a cerveja e comprar, caso se interesse. No meu caso, comprei mais com aqueles que me deixavam provar antes, para eu saber se me agradaria ou não. Só o cara da DeuS que quase me deu um chute quando pedimos uma prova, mas os pessoal da Colorado mandou muito bem, atendimento exemplar!

Foto de Mônica, Juninho, Tati
O time: Mônica, Juninho, Tati e eu, que sempre fica atrás da câmera
Havia vários expositores, grandes e pequenos, que iam de produtores a vendedores e importadores. Ao chegar ao evento e já com copo e dinheiro, fomos andar um pouco, dar uma olhada nos preços, ver quem estava expondo, mas como eu já estava bem decidido, fomos logo nas tradicionais porque eu não poderia sair dali se não degustasse uma DeuS. Só que eu acho que começamos errado (ou foi certo? não sei!). Andando pelos corredores avistei algumas bandeiras e cartazes que são meu sonho de consumo: Lucifer, Delirium, Carolus… Corremos até o stand e já pedi uma Lucifer que, cara, acho que os belgas escolheram um nome bem bom para essa cerveja porque essa aí derruba o peão viu, tem 8% de álcool! mas é uma excelente cerveja, com sabor bem acentuado.

Sobre a Lucifer
Se você pesquisar na internet, vai encontrar muitas páginas vendendo e falando (em cervejês) sobre a Lucifer, como o Clube do Malte, que a descreve da seguinte maneira: “Da mesma fábrica da Gouden Carolus, a Lucifer é uma Belgian Strong Golden Ale de coloração dourada e uma boa formação de espuma. Nos aromas o mais marcante é o malte, frutas amarelas e lúpulos florais. O sabor é igualmente frutado e maltado. Conforme a cerveja vai esquentando no copo, o álcool se mostra mais presente.”. Eu sei cara, tem hora que eu também não entendo o que os caras estão falando, mas vou tentar traduzir: a Lucifer é uma cerveja belga, do tipo Belgian Strong Ale, que nada mais é do que uma cerveja bem dourada, que faz bastante espuma, quando despejada no copo e é produzida na mesma fábrica que faz a tradicional (e deliciosa) Gouden Carolus. Tanto o cheiro, quando o gosto são bastante carregados de malte e levemente (bem levemente mesmo) frutados, o que torna a cerveja bem forte, mas não tão amarga. Você tem que beber logo porque se deixar esquentar, vai começar a sentir mais o álcool do que o malte e as demais especiarias. Isso porque quanto mais fria a cerveja, menos o teu paladar capta os sabores, afinal você, como todo mundo, odeia comer comida fria, porque frio é igual a menos sabor, certo? É por isso que, para cada tipo de cerveja, há uma temperatura ideal para se degustar.  

Então é isso, essa é a Lucifer, uma cerveja bem boa que você encontra facilmente no Brasil e não é muito cara. Mas, ainda sobre esta cerveja, vou te contar outra coisa bem legal, a história por trás do produto. No caso da Lucifer, trata-se de uma história inspiradora e vitoriosa. Tudo começou na década de 80, quando a Liefmans começou a produzi-la, mas as vendar foram fracas e a Duvel Moortgat assumiu a produção. Mesmo assim o negócio não deslanchou e parece que a cervejaria tinha outros objetivos, como a produção das cervejas frutadas da Liefmans, e deixou a produção da Lucifer meio de lado, aí a cerveja começou a praticamente desaparecer das prateleiras dos pontos de venda. Até que uma cervejaria chamada Het Anker assumiu a produção e comercialização, levando-a à almejada conquista da medalha de ouro no World Beer Cup . À partir daí a produção voltou a crescer e agora você a encontra nos empórios das grandes cidades brasileiras. História legal, né?!

Depois da Lucifer, Deus!
Em seguida fomos gastar mais dinheiro, agora para chutar o balde, visitamos o stand dos caras que tinham a belíssima garrafa DeuS, que, para nossa tristeza, estava custando 40 dilmas ( a garrafa? não filho, o copo de 200 ml! atualmente uma garrafa deve estar custando uns R$ 200,00), como o preço estava bem salgado, tive que rachar essa com o Juninho, a Tati e a Mônica. Aí você me pergunta: E aí, foi bom pra você? Para mim foi sim, e muito porque realmente é uma cerveja fora do comum, que tem uma graduação alcoólica bem elevada (11.5%), mas que você não sente, é como se o álcool não estivesse presente; a bagaça é muito mais alcoólica do que a Lucifer e muito mais complexa, mas é sublime, é suave, é sutil e agradável, é uma delícia! Porém o Juninho achou que estava bebendo um Dolly de maçã. Quase voei no pescoço dele quando ele soltou essa..haha

DeuS servida no Degusta Beer
Olha aí, que lindeza!
Sobre a DeuS
A DeuS é um tipo de cerveja chamado Bière Brut e que mais parece um espumante, então acho que ela casa bem com momentos de celebração, de alegria (eu estava planejando comprar uma para comemorar um possível aumento de salário, mas fui demitido e aí a vaca foi para o brejo..haha). Além do sabor, da textura diferenciada, da leveza, o que mais me torna fã desse produto é a capacidade que os caras tem de trabalhar com tanto álcool e torná-lo imperceptível, isso deve ser muito difícil de se conseguir, mas deve ter relação com algo igualmente fascinante: o processo de produção, que começa na Bélgica, com a preparação dos ingredientes e primeiro e segundo processos de fermentação, depois vai para uma vinícola em Reims, região de Champagne, na França, que é, como você já deve estar imaginando, mundialmente conhecida pela produção de excelentes espumantes e vinho, onde fica maturando por 9 longos meses. Durante esse tempo, eles realizam um processo chamado de Remuage, que consiste em ir lá e uma vez por dia uma dar uma girada na garrafa e abaixar um pouquinho até que no final o gargalo fique totalmente voltado para baixo. Este processo faz com que o fermento e borras fiquem concentrado no gargado, que no final é congelado, para que se o que não presta, depois eles completam a quantidade de cerveja, e fecham a garrafa com uma rolha decente. Depois desse processo, a cerveja volta para a Bélgica, de onde apenas 15.000 garrafas são distribuídas para o mundo, uma vez por ano. Fascinante, não?

Eduardo e Mônica degustando a DeuS
Foi bom enquanto durou

E a Colorado, que agora é AmBev?
Depois de ter matado essa vontade, fomos andar pelo evento, comer um hambúrguer e degustar mais. Passamos pela Colorado, onde degustei uma Indica e troquei uma ideia bem legal com o pessoal da cervejaria, que me falou sobre a polêmica fusão com a Ambev. Segundo a própria Colorado, não haverá nenhuma alteração nas receitas (estou falando da cerveja e não dos lucros) e nem nos processos de produção. Agora eles tem mais condições de levar nossa bandeira para outros países, pois se antes mesmo da parceria eles já estavam dobrando a produção, agora então.. Desejo boa sorte para a Colorado, tomara que eles também consigam baratear um pouco o produto, sem alterar sua qualidade!

Se eu pudesse destacar alguma...
Como não dá para falar de todas as cervejas que conheci, vou falar de uma em específico, a “cerveja mágica” do Mestre das Poções, que, segundo eles, produz a primeira cerveja mística do mundo e foi um dos destaques do evento. Quando você puder, experiente a tal da Cerveja dos Gnomos, que cerveja boa! Quando fui comprar eu perguntei qual era o tipo da cerveja, trigo, lager etc, e o cara, que estava vestido de mago (ou bruxo, sei lá!) me disse que com eles não tem essa de “tipo de cerveja”, tem a"poção": a dos gnomos, do fogo, da lua, da da bruxa… Na dúvida eu peguei duas das que tinham o desenhos mais bonitos no rótulo e não me arrependi. Parabéns eles por mais este exemplo de como os brasileiros são criativos e inovadores ao mesmo tempo em que não deixam de lado o rigor técnico.

E teve mais!! 
Eu teria ainda mais coisas para falar sobre o evento, mas acho que este post já está bem extenso, então vou finalizar esta parte falando sobre um evento que rolou dentro do Degusta, a final do campeonato mundial de Sommelier de cerveja. Uma final bem emocionante, que contava com a participadão de um brasileiro. Os caras degustam as cervejas com tanta paciência, tentando descobrir qual é a marca, estilo, melhores combinações etc, e ao final da degustação falam sobre suas impressões, é nessa parte que a platéia presta mais atenção. Foi a primeira vez que o Brasil recebeu este evento e eu tenho certeza de que todos ficaram bem felizes e satisfeitos. O vencedor foi o italiano Riva Simonmattia; já os brasileiros  Rodrigo Sawamura e André Soares Rodrigues ficaram em 4º e 5º lugares no ranking mundial. Acho que está bom, por enquanto. Muito bom saber que o Brasil começa a mostrar sua cara também no mercado de produção de excelente cerveja, saindo um pouco do eixo Europa-EUA.

Final do Campeonato Mundial de Sommelier de cerveja
Final do Campeonato Mundial de Sommelier de cerveja

Você perdeu, mas...
Como eu disse, você perdeu um excelente evento. Mas calma, não vou te deixar triste, esperando por um ano inteiro, se quiser participar da próxima edição. Fique feliz porque vou te dar mais uma super dica de evento, se liga aí: em novembro vai rolar o Expresso Bier Fest, um festival de cervejas especiais onde o visitante poderá assistir palestras técnicas para cervejeiros e de gestão promovidas Sebrae-SP, curtir bandas ao vivo nos 3 dias de evento, degustar o líquido sagrado de 30 cervejarias e se deliciar com 08 Food Trucks. Como isso tudo não fosse o bastante, o cenário do evento é sensacional, tudo vai acontecer na estilosa Estação Atibaia. Dá um liga na divulgação dos caras:

Pô, vê se não vai perder mais uma, heim!!!


E aí, gostou da memória?
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Quer ler mais?
O que acha de ler o último post?



Um abraço e até a próxima, cheers!


sexta-feira, 22 de maio de 2015

Garrafas #12 - Kit Ultraje à Rigor, Du BOCQ Saison 1858 e Blanche de Namur - invadiram minha praia e vieram para ficar!

Nós vamos invadir sua praia e para nunca mais sair!

Montagem com rótulos e capa de CD
Montagem com rótulos e capa de CD

Presentes de aniversário perfeitos!
Penúltimo dia de férias e, já que falta pouco mais de duas semanas para eu ficar um ano mais velho, eu tirei um tempo para escrever mais uma memória, só que desta vez, vou falar de uma das mais especias, pois trata-se das lembranças que tenho guardadas nas garrafas de cerveja que ganhei no dia do meu aniversário, em junho de 2014. Digo que estão entre as mais especiais porque foi a primeira vez que ganhei esse tipo de presentes -  e que presentes, meu caro leitor! -  até então ninguém havia me presenteado com nada do tipo, ou seja, estava declarado, o Eduardo é um apaixonado por cervejas!

Pulando a ordem
Vamos dar um pulo na ordem das garrafas e vamos falar então sobre este presente!
Como de costume, os amigos do Apocalipse e meus familiares se reuniram para fazer uma surpresa e desta vez o aniversariante era eu, que já esperava a visita da galera, só não sabia onde e nem o horário. Então, depois do trabalho… Na verdade, na verdade mesmo, eu acho que não foi exatamente depois do trabalho... se não me falha a memória de formiga, devo ter passado em algum lugar, talvez o Food Park, no Butantã, com alguns poucos amigos da Somar, que queriam também celebrar a data comigo, e é quase certeza que eu me atrasei um pouquinho (2h) para ir à casa da Mônica, onde já era de se imaginar que todos estariam me esperando (estavam e putos), mas vamos esquecer este pequeno detalhe e digamos que foi depois do trabalho..

Surpresa!!!!
Então vamos, lá, como eu estava dizendo, depois de um dia comum de trabalho, ou seja, cheio problemas, pessoas ligando e coisas que não funcionam, me dirigi à casa da Mônica, onde ao entrar, fui recebido com um caloroso “parabéns para você” de todas as pessoas que mais amo nessa vida, as quais eu só não vou falar os nomes aqui por que não quero cometer o erro de me esquecer de alguém, mas basicamente essas pessoas se resumem ao meu querido grupo de teatro, o Apocalipse, meus pais, irmãos e sobrinhas, a família da Mônica e, como não poderia faltar, a Mônica, minha namorada.

Fotos da celebração com família e amigos
Fotos da celebração com família e amigos

Os presentes
Fui presenteado com um delicioso bolo, feito pela Mônica, sanduíches, feitos pela Sabrina Carvalho e, para beber, suco de uva, já que eu raramente (raramente mesmo) bebo refri, além, claro, da presença das pessoas mencionadas, tantas pessoas, que a Mônica ficou com medo de o bolo não ser o suficiente para todos, mas foi.

Kit Ultraje a Rigor
Agora, vou falar dos presentes que ganhei, as cervejas: primeiro recebi de Andros, Josina, Michele e Shirley um kit de cervejas da banda Ultraje à Rigor, que vem numa caixinha muito bonita, com 3 garrafas, sendo uma Bohemia Pilsner, uma Pale Ale e uma Weiss, uma taça, que até hoje está entre as mais bonitas que tenho e que faz muito sucesso quando meus amigos inventam de fazer  e servir drinques, e também uma camisa, que uso bastante. Como diz na embalagem: “Nós vamos invadir sua praia”, invadiram mesmo, excelente presente!

Kit Mr. Beer
O segundo presente veio da Mônica, um kit também da Mr. Beer, mas montado por ela, com a ajuda do vendedor. Na compra, ela disse que eu estava começando a me interessar por cervejas especiais, que gostava muito de experimentar e não abria mão de degustar a cerveja em seu próprio copo. Foi então que o consultor sugeriu que ela levasse “uma sem erro”, uma Witbier Belga, que já havia sido premiada em concursos de cerveja mundo a fora ou uma outra Belga do tipo Saison, que também já havia ganhado muitos prêmios. Na dúvida, ela levou as duas e mais uma taça muito bonita da Mr. Beer, que algum tempo depois infelizmente se quebrou, pois era muito frágil. Não preciso nem dizer que todos eles acertaram em cheio nos presentes, né!? gostei muito e deixo aqui uma mega dica de presente.

foto do Kit Mr. Beer com Du Bocq Saison, Blanche de Namur e taça
Kit Mr. Beer com Du Bocq Saison, Blanche de Namur e taça

Uma super dica!
Se você quiser saber detalhes sobre as cervejas, recomendo que visite a página do MR. Beer ou algumas páginas especializadas ( Kit Ultraje: Bebida Liberada, Comidas e Bebidas, All Beers. DU BOCQ -  Saison: Foto e Breja, World Beer Awards. DU BOCQ - Blanche de  Namur: Brejas, Folha Vitória, NonoBier ) e confira algumas opiniões de quem entende bem do assunto. Porém, para não deixar passar, eu diria que, no Kit Ultraje, dentre as três, a Weiss se destaca por que não causa tanta estranheza, quando você bebe, é mais suave até do que a Pilsen. A Pele Ale eu diria que vai bem para aqueles que tem o paladar mais aguçado e gosta de fazer combinações com pratos.
Agora, as DU BOCQ, essas vocês vai precisar estudar um pouquinho antes de degustar, ler sobre cada uma delas, para tentar entender quais são as características que as distinguem das demais e, só depois disso, degustar com calma, para tenter identificar toda a diversidade de sabores e aromas que elas oferecem. Mas o que fica na memória é o cheiro, a cor a espuma cremosa.. sem igual cara!.

Não vou me arriscar a falar de combinação com pratos, mas se você fizer uma boa pesquisa, isso não vai ser problema. De qualquer maneira, eu diria que ambos os presentes, são uma ótima sugestão, não tem como não gostar. Fica aí então uma dica, já que está chegando o dia dos namorados e talvez você ainda não saiba com oque presentear.

Um "plus a mais"
Para você que gosta de um Rock And Roll e aprecia conhecimento histórico, dê o play aqui neste som e conheça um pouquinho mais sobre a banda Ultraje a Rigor, você vai curtir:




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Cheers!!!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Garrafa #04 - Ouropretana: Uma cerveja especial, um momento inesquecível

Você já realizou um sonho que carregava desde criança?

Montagem com escultura de Aleijadinho e garrafa de Ouropretana
Montagem com escultura de Aleijadinho e garrafa de Ouropretana

Cerveja e cidade igualmente especiais
Cara, beber a cerveja que carrega o nome da cidade onde você sempre quis ir, sentado nas escadarias do monumento erguido em memória de um dos personagens mais importantes da história de nosso país, de frente para o Museu da Inconfidência, sentindo o vento refrescante de um fim de tarde quente e ensolarada, depois de andar pela história do lugar é algo realmente marcante, que você carrega por toda a vida.


A primeira Pale Ale a gente nunca esquece
Foi a primeira vez que bebi uma Pale Ale e naquele momento eu já sabia que o “Ale” fazia alusão a cor avermelhada deste liquido sagrado. Eu não queria que aquele momento acabesse e aproveitei até a última gota da cerveja e do momento. Para mim tudo era uma coisa única, tanto o que passava pelo meu olfato e paladar, quando o que os meus olhos, ouvidos e tato registravam. 

Mônica e eu podíamos passar horas ali, sentados, com o olhar perdido e nem precisávamos falar nada um ao outro para que o momento fosse especial, bastava ficar olhando, adimirando. Cada curva, cada parede tinha uma história que queríamos conhecer. Para nós, aquelas construções tão lindas, as ruas, as cianças saindo da escola, os carros passando pelas ruas estreitas, os guias esperando pelo próximo turista curioso, as luzes se acendendo, não eram elementos que compunham uma cidade e sim um espetáculo vivo e vibrante. Estávamos ali como os mais curiosos observadores, atentos ao menor sinal de movimento ou encantados com aquilo que era estático, porém não menos vivo.

A Praça Tiradentes
Chegamos à praça por volta de 17h e ali mesmo, num dos estabelecimentos tomamos um cappuccino, onde notamos que haviam muitos turistas estrangeiros, e depois pedimos uma cerveja, para beber mais tarde. Estávamos cansados, mas decidimos ficar por ali mesmo, naquela bela praça. Acho que foi uma decisão bastante acertada porque nós já havíamos conhecido muitos pontos importantes da cidade, mas faltava ainda sentir a atmosfera do ambiente que nos rodeava. Até de olhos fechados aquilo era algo prazeroso. 
Eduardo degustando uma Ouropretana na Praça Tiradentes
Conhecendo a Ouropretana em Ouro Preto-MG

Ficamos ali por umas duas horas e só saímos quando já era noite. Naquele momento o espetáculo ficou ainda mais reluzente e convidativo, não demorou muito e logo estávamos de volta. A cerveja que seria para depois não demorou muito para ser experimentada com a mesma curiosidade com a qual observávamos a cidade, na verdade foi a “cereja do bolo”, o toque final.

Cerveja, cereja, bolo.. isso me lembra outras histórias, mas fica para mais adiante..

Presentes para os amigos
Eu gostei muito da cerveja e por isso resolvi trazer algumas para dois amigos e mais uma para mim. Como por aqui é costume levar lembranças de viagem e presentear pessoas que ficaram esperando a sua volta, Mônica e eu trouxemos muitos presentinhos para nossos amigos e familiares, mas dois desses amigos foram presenteados com Ouropretanas: O Demian Calderon, meu chefe na Somar e um grande cara, de quem eu ainda vou falar bastante por aqui, que ficou com uma Red Ale, se não me falha a memória, e o Andros Lima, até então um colega, namorado uma grande amiga nossa, a Michele Araújo. Até aquele momento eu não poderia dizer que o Andros era meu amigo, pois ele era recém chegado na turma, mas eu já sabia que ele tinha vindo para ficar, por isso o presenteamos com uma Pilsen. Tanto Andros, quanto o Demian, não sei se beberam as cervejas, mas sei que gostaram bastante do presente.


Eduardo em Ouro Preto, desgustando uma Ouropretana
Conhecendo Ouro Preto, degustando uma Ouropretana

E a cerveja, é boa?
Claro que dizer se algo é bom ou não depende muito dos gostos de cada pessoa, mas se você não tem medo de arriscar, recomendo a Amburana, cerveja forte, para paladares mais exigentes. As outras que experimentamos (trigo, pale ale e pilsen) são muito agradáveis e com certeza valem à pena você ir a um empório e conhecer, mas se quiser fazer à pena mesmo, deixe para conhecer quando for à Ouro Preto, aproveite e vá visitar a fábrica, com certeza você vai gostar da experiência.


São não se esqueça de voltar aqui no blog e me contar sobre as memórias que você vai trazer de lá.



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Cheers!!!

Garrafa #03 - Backer: Uma cerveja de trigo, servida em seu próprio copo, no berço da Inconfidência mineira.

Você também se sente fisgado por uma embalagem bonita, bem apresentada, mas fica se perguntando sobre o conteúdo?Foi o que aconteceu com a Backer, de acordo com uma inscrição na caixa, a primeira cerveja especial de Minas Gerais. 


Montagem com rótulo da Cerveja Backer
Backer




Toda panela tem sua tampa, toda cerveja tem seu copo...
Você, que com certeza também é apreciador de cervejas artesanais, também deve pensar que beber uma cerveja em seu próprio copo e saber o porque disso, realmente torna a experiência muito mais memorável. Foi justamente o que aconteceu na primeira vez que bebi esta cerveja, na ocasião, uma Backer de trigo.

Até então eu já não tinha mais tanta aversão às cervejas, mas este foi um dos fatores marcantes que me fizeram passar a buscar reviver essa experiência muitas outras vezes depois. Sendo assim, já no dia seguinte, depois de ter experimentado essa bela cerveja e antes de pegar estrada de volta para casa, Mônica e eu passamos em uma loja de presentes, onde vendiam iguarias mineiras e compramos muitas Backers, uma caixinha para nós e outra para o Juninho e a Tati. Eu não queria que tivessem acabado.. :´(

Um presente para ser vivido
Nós guardamos nossas Backers para beber como nosso amigo Cláudio Ordônio, que ficou enciumado porque trouxemos presentes para alguns amigos, exceto para ele, que é nosso melhor amigo. Ele não sabia que havíamos reservado um desses momentos para compartilhar com ele.

Era uma noite de sábado, junho de 2014, se não me falha a memória, estávamos na calçada da casa da Mônica e esolvemos abrir as cervejas ali mesmo  e ficamos um bom tempo jogando conversa fora. As pessoas passavam pela rua e nos viam bebendo, o que para muitos não era algo muito legal; eu nem me importava. Naquela mesma noite houve um evento na igreja onde frequentávamos chamado “Barzinho de Jesus”, nome do qual eu não gosto, mas o evento em si é bem legal. Algumas bandas se apresentam e cantam músicas religiosas que os jovens da igreja gostam bastante de ouvir e cantar juntos.

Já não temos mais idade para isso...
Nós fomos a este evento, mas não ficamos muito, já não era mais o lugar onde queríamos estar, acho que isto se deu devido à nossa idade. Ambos já estávamos na casa dos 25 anos e aquilo já não era mais o que nos atraía, as pessoas ali eram muito jovens, não dava para ficar. Por isso mesmo resolvemos convidar o Cláudio para ir à casa da Mônica e beber todas as cervejas. As garrafas não eram das maiores e por isso a quantidade de cerveja não era o suficiente para deixar nenhum de nós alterados. O Cláudio é um beberão e dificilmente fica bêbado. Me lembro que ele não gostou muito de todas, pois aqueles sabores eram novidade, mas gostou bastante da cerveja de trigo, a grande novidade, e da pilsen, que com certeza era diferente do que se via (e ainda se vê por aí), mas como era de se esperar, ele ficou muito feliz com nosso gesto.

Uma foto para o Twitter
Como ele estava (e deve estar até hoje) com mania de postar fotos no Twitter, logo fez uma foto que foi para sua página. Por sinal, é a mesma que estou postando aqui no blog.
Uma caixa com 4 Bäckers diferentes
Kit com algumas Backers

Se não me engano, ainda saímos naquele dia porque o cachaceiro queria mais bebida e comida.

Um conselho 
Se você convidar o Cláudio para um jantar em tua casa, faça bastante comida ;-)


Para finalizar
Se você está começando a conhecer este universo de cervejas especiais, recomendo que experimente uma Backer, não é difícil de encontrar e eles tem uma produção bem consolidada. Depois, fique a vontade para voltar aqui no blog e compartilhar sua experiência.
Ou, se você já é um conhecedor ou conhecedora, comente aqui no blog e diga como conheceu a Backer.



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Bäcker de trigo servida em seu próprio copo
Uma Backer de trigo


Mônica degustando uma Bäcker de trigo em Ouro Preto-MG
Copo da Backer


Cheers!!!