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terça-feira, 23 de junho de 2015

Garrafas #18 - Sporro, Weihenstephaner e Bamberg: cerveja, pirâmides e uma geladeira

Ilustração sobre a memória na garrafa. Desenho de Eduardo Amaral
Ilustração sobre a memória nagarrafa. Desenho de Eduardo Amaral



Uma memória, uma história
Está aí um dia, uma memória que me faz pensar sobre história, mais precisamente, sobre a grande incógnita que paira até hoje sobre a construção das pirâmides do Egito ou, sendo mais preciso, sobre a construção da pirâmide de Gizé. Como eles conseguiram fazer algo tão grandioso, numa época em que a humanidade ainda não dispunha de grandes avanços tecnológicos e o que deu força, pagou e dava criatividade aos caras que carregavam pedras pesadíssimas por longuíssimas distâncias e ainda as colocavam lá no alto? Cara, deve ter algo muito curioso nessa história toda, não acha?


Pode ter certeza de que tem sim, caro leitor, cara leitora, e é um pouco sobre isso que vou falar hoje, pois a memória guardada nas garrafas #18, comprovam uma teoria sobre a construção das pirâmides mais famosas do mundo e ainda vem acompanhada em uma dica cultural, então seja bem vindo ou bem vinda ao meu blog, se é a primeira vez que você passa por aqui (eu espero que você goste) ou bem vindo (a) de volta a mais uma memória, se você já é da casa.


Tudo isso que eu acabei de falar parece loucura ou conversa de bebum, não é? mas depois de ler até o fim, com certeza você vai concordar comigo e ainda é capaz que você tenha alguma história parecida para contar. Vamos então à mais uma memória!!!


Um trabalho depois do trabalho
Era terça feira, dia 14 de agosto de 2014 (cara, minha memória é ruim, mas ás vezes me surpreende. Já se passou quase um ano e eu ainda me lembro perfeitamente da data!!) e, depois do trabalho, fui fazer um pequeno favorzinho para o meu amigo Andros Lima: pegar emprestada a PickUp da empresa onde trabalhava e ir até Boituva para buscar uma geladeira que ele havia ganhado do Josi, que estava de mudança para Barueri e precisava se desfazer da mesma. Tarefa fácil né?


Pois bem, encontrei meu amigo no Butantã e partimos rumo à Boituva. Chegando lá, onde estava o Josi, no bar, claro! e alí passamos umas duas ou três horas. Mas a graça mesmo veio depois, quando resolvemos sair dali e ir para um empório especializado única e exclusivamente em cervejas, o Empório Estação da Cerveja. O detalhe importante é que já era, sei lá, meia noite e chegamos bem na hora em que o dono fechou as portas, triste né… triste nada, batemos na porta e insistimos para o cara abrir pra gente, com o seguinte argumento: “ow, cara, viemos de São Paulo só para visitar o teu bar, abre aew, velho, não vamos demorar”, meias verdades :D.
Foto da cerveja Sporro degustada no dia
Foto da cerveja Sporro degustada no dia


Se a porta estiver fechada, bata!
Deu certo, o dono foi muito gente boa e abriu as portas do bar, que surpreendeu, tanto pela quantidade de rótulos e copos disponíveis, quanto pela decoração e atendimento. Este último quesito, para mim, é o mais importante e muitas vezes o fator decisivo que me faz voltar ou não a algum lugar. Ficamos ali por mais ou menos uma hora e durante todo este tempo, o dono esteve conosco, nos orientando sobre as cervejas que estávamos escolhendo e nos contando algumas curiosidades interessantes sobre outras.


Não me lembro exatamente da ordem, mas na ocasião degustamos a famosa Weihenstephaner, uma Sporro e uma Bamberg. Não quero me estender muito nesta postagem e por isso não vou entrar em detalhes muito técnicos sobre as cervejas, até porque já existem muitas páginas na internet que fazem isso, mas também não posso deixar de dizer o quanto gostamos da degustação e o quanto apreciei não apenas as cervejas, mas o momento em si. O que não posso deixar de dizer são algumas curiosidades relacionadas aos rótulos que escolhemos, como por exemplo a Weissbier (cerveja de trigo) alemã Weihenstephaner que, de acordo com a cervejaria, é a cerveja mais antiga do mundo  ainda em produção, mantendo continuamente a mesma receita desde 1040, isso mesmo, há quase mil anos! e talvez seja a melhor cerveja de trigo que já degustei; é muito boa mesmo!


Vaisrastf... Vairrastei...Vasteifan...
Weihenstephaner - Eu aposto que você acabou de pular este nome porque não tem a menor ideia de como pronunciá-lo, acertei? Então vou te da uma forcinha: quando isso acontecer de novo, você pode ir até o Google Translator de digitar a palavra que deseja aprender, como eu fiz desta vez, mas não se engane, o melhor mesmo é, se possível, perguntar para alguém que seja fluente no idioma, como eu também fiz e percebi que a tradução do Google está muito errada (hahaha), mas serve para ao menos te dar uma luz. Para fechar esta parte, a última coisa que gostaria de dizer é o significado deste nome, que seria algo como ‘Sacred Stephen’, ou ‘Sagrado Stephen’, na nossa queria língua portuguesa, de acordo com o Gleeson Group.


Eu literalmente tomei dois ‘Sporros’ naquele dia, porque demorei muito e minha namorada começou a ficar preocupada. Então o primeiro foi bem bom, mas o segundo…
Não dá mais para falar sobre as características dessa cerveja, mas o mais interessante, e que eu não posso deixar de compartilhar com você, são os nomes criativos da Cervejaria Urbana e que você pode conferir aqui. Com certeza você vai ficar ainda mais interessado e vai querer parar no próximo empório para comprar algumas.


A Bamberg terei que pular, porque acredito que tenha sido a última do dia e já não me lembro de mais nada, mas é interessante ressaltar a qualidade da cerveja, que até já conquistou algumas premiações. Dê uma rápida olhada aqui no site da Cervejaria Bamberg, você vai se sentir orgulhoso.
Foto da cerveja Weihesnstephaner degustada no dia
Foto da cerveja Weihesnstephaner degustada no dia



Mais uma, só pra garantir
Escrevendo sobre esta experiência, acabei de me lembrar que, na saída, ainda comprei uma cerveja para a Mônica, minha namorada. Escolhi uma Liefmans, uma cerveja belga  frutada, produzida com cinco tipos de frutas vermelhas, que agrada muito o paladar feminino e hoje é a preferida da Mônica.


Depois de tudo isso, ainda faltava a parte mais difícil: colocar uma geladeira na pickup, carregar até Carapicuíba e depois subir uns, sei lá, 40 degraus até a casa do Andros, o que deve dar uns 15 ou 20 metros de altura, tarefa complicada heim! Mas o detalhe é que fizemos isso de uma vez só, não doeu nada e sequer causamos um risco na geladeira e é neste ponto que volto a falar sobre a construção das pirâmides do Egito. Até hoje a construção daquelas maravilhas arquitetônicas causa dúvidas entre os principais pesquisadores sobre o assunto, porém não há dúvidas sobre o pagamento que os trabalhadores recebiam: cerveja!


A cerveja na história
É isso mesmo, você não leu errado não, naquela época, a cerveja era parte da alimentação diária do povo egípcio. Desde o faraó, até as crianças, todos bebiam cerveja, cada templo contava também com uma cervejaria e uma padaria, que produziam esses alimentos para consumir e ofertar aos deuses. Não diferente, as construções das pirâmides também contavam com as mesmas cervejarias e padarias, só que para alimentar os trabalhadores, que recebiam cerca de um litro de cerveja e alguns pães, pois eram (e ainda são) fonte de nutrientes e minerais que os tornavam fortes para o trabalho. Para você ter uma ideia da quantidade de cerveja que o povo egípcio produzia naquela época, estima-se que, para a construção da pirâmide de Gizé, foi produzido o equivalente a 800 milhões de litros de cerveja, de acordo com alguns estudos. Se você quiser saber mais sobre isso, recomendo que você visite as páginas Antigo Egito e O Guia da Cerveja.

Então, se com cerveja aquele povo construiu as pirâmides, o que são uma geladeira e alguns degraus para quem acabou de encher o tanque? Fato comprovado, a cerveja construiu as pirâmides de Egito!! :D


Você não pode perder!
Gostaria de finalizar este post com uma dica cultural, o Degusta Beer and Food, que vai acontecer entre os dias 15 e 18 de julho, no Centro de Exposições São Paulo Expo, evento que vai proporcionar aos visitantes um contato direto entre público e cervejarias, vai dar muitas dicas de combinações entre cerveja e pratos, além de oferecer os principais rótulos disponíveis no mercado a preços fora do comum. Vai ser a minha oportunidade de degustar uma Deus (obrigado Deus!) e outras cervejas maravilhosas (Deus me segure!). Estarei no evento no dia 18 e já estou economizando para fazer meu estoque aqui em casa. :D


E aí, gostou da memória?
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Um abraço e até a próxima, cheers!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Garrafa #14 - Bierbaum e coisas para se fazer num dia frio!

Boa ou ruim, foi a minha combinação, e foi excelente!

Imagem montada com a garrafa da Bierbaum
Garrafa #12 - Bierbaum

Bem vindos de novo!

Oi, Bem vindo mais uma vez ao meu blog!
Se você nunca degustou uma cerveja especial, se é um(a) iniciante no universo cervejeiro ou mesmo se é um mega entendedor, tenho quase certeza que você gosta de histórias, gosta de conhecer, então aqui é um lugar legal para você vir de vez em quando, bem vindo, bem vinda!

Um bom dia para falar sobre cerveja...
Hoje, meus amigos, é um dia legal para falar sobre cerveja ( sempre é :) ), e vou falar de uma que talvez você não conheça, vou aproveitar para dar mais uma dica de bar e vou também falar algumas curiosidades relacionadas ao universo cervejeiro que talvez você goste da saber. Então ajeita esse monitor aew (sugestão de um analista de sistemas: Não deixe o monitor muito perto de você, como este cara, reduza  o brilho e deixe-o na altura dos olhos ;-) ), fica sentadinho (ou sentadinha) nesta cadeira ou não veja as notificações do Whatsapp e nem do Facebook até rolar a página até o final, beleza? Eu espero que você goste desta postagem.
Ahh.. se não for pedir muito, dê um like e compartilhe no Facebook, pra dar uma força ;-)

Bem vindo, segundo quarto da vida, bem vinda Anna
Dentre tantos outros, hoje é um bom dia para falar sobre cerveja por dois motivos: é meu último dia com 25 anos (É ¼ já foi..) e também estou muito feliz porque no último dia 3, a família toda se reuniu para celebrar o aniversário de um dos meus irmãos e, na mesma tacada, celebrar também o nascimento de mais uma sobrinha, a quinta alegria da família, coisa linda do tio bobão. Meu coração agora tem mais uma dona e seu nome é Anna Clara!!!

Falando nisso, vamos fazer um momento fofura e ver uma foto das minhas duas queridas sobrinhas mais recentes, que fofura! À esquerda a Anna e à direita a Amanda:
Foto das sobrinhas Anna Clara e Amanda
Foto das sobrinhas Anna Clara e Amanda

Por que falar desta cerveja?
Hoje resolvi falar sobre minha garrafa Bierbaum, pois foi numa época como esta que a degustei. A garrafa 14, me lembra que, com a chegada do inverno, muitas coisas mudam; nós tendemos a fazer menos atividades ao ar livre, não dá mais para tomar sorvete a qualquer momento e  damos preferência para locais e comidas mais quentes, como um caldo de qualquer coisa, bem quentinho e, obviamente, cerveja, pois você precisa consumir mais líquido X-D. Sendo assim, vou falar então sobre esta Lager cuja memória me remete muito ao inverno. Bora lá então!


A Bierbaum, é uma cerveja de Santa Catarina, produzida na cidade de Treze Tílias, por uma família que preserva em seus produtos as características europeias, mais precisamente, vem de uma família originária da Áustria (que chique!) e que segue a famosa Lei da Pureza Alemã de 1516.
Foto da Bier
Não me lembro de datas, não me lembro exatamente de quantas cervejas degustamos (3, tenho quase certeza e tinha uma Dunkel também) e com muita facilidade me esqueço do nome do lugar, mas meu amigo Demian acabou de me lembrar aqui no Whatsapp, é a Padaria Chambery, que fica no Butantã. Me lembro de um dia, depois do trabalho, em que  Demian, Flávia e eu, decidimos ir à esta padaria que, nos dias frios e durante todo o inverno, oferece alguns caldos muito, mas muito gostosos e também tem uma bela carta de cervejas especias (e vinhos). Se você é de São Paulo e mora nas proximidades do Butantã, sugiro que você vá até lá com sua família ou amigos. O ambiente é bastante familiar e agradável e o atendimento é bom. Só o dono que não quis me dar um copo da Theresópolis, fiquei #chateado... Fica aqui então uma primeira dica ;-) (eu não estou ganhando nada para dar esta sugestão, juro!)
Foto da garrafa #14 na coleção
Garrafa #14 na coleção, uma das poucas em que eu me esqueci de pedir também a tampa


Tá, mas e a cerveja?

Voltando a falar da cerveja, trata-se de uma deliciosa Lager Catarinense de baixa fermentação, bastante refrescante e não muito amarga, que cria uma espuma bem cremosa e você poderia beber uns 50 litros, que não te faria mal (na verdade, faria sim  X-P e muito!). Mas, já que eu não sou o sommelier, não sou um grande entendido do assunto, separei alguns links que talvez você goste de conferir, só não se esqueça de voltar aqui depois:


  • O Site a Cervejaria: neste link você pode conferir um pouco sobre a história da Bierbaum e de sua cidade; é bem legal.
  • Um outro blog legal: aqui você vai ter uma descrição mais (bem mais) detalhada do que a minha e algumas curiosidades, como o nome da cerveja, por exemplo, que significa algo como “Árvore de Cerveja”.

As curiosidades
Para finalizar, vamos brindar esta cerveja falando sobre uma curiosidade do universo cervejeiro, que você pode conferir aqui no Livro dos Recordes, o Guiness Book. Cara, você já imaginou que uma pessoa é capaz de colecionar mais de 11.000 garrafas de cerveja? Haja espaço e eu quero ver ele se lembrar de todas as garrafas, de quando, onde e com quem bebeu, como eu estou fazendo (já não tenho mais onde guardar garrafa).. :D. É tipo o meu hobbie (está mais para vício) elevado a um extremo mester ninja!
Aqui neste outro site, você pode conferir mais sobre este doido que guarda tantas garrafas e outras curiosidades bem legais, como por exemplo a maior coleção de rótulos de cerveja, A cerveja mais forte, o lugar com a maior variedade de cervejas comercialmente disponíveis etc. Vale à pena conferir!
Quer mais?
Depois de ler essas coisas bem legais sobre cerveja aposto que você quer saber ainda mais, não é? então vou fechar esta postagem com mais uma dica: você gosta de ouvir podcasts? se sim, eu tenho o podcast que você procurava, o BeerCast. São uns caras bem legais falando sobre várias cervejas. Você vai ouvir e tornar-se especialista, vale muito à pena.



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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Grarrafas #06 - Coruja, La Trappe, o iniciante e o "Mundo Novo"

Depois de conhecer uma trapista, você também vai querer ser um monge, aposto!

Montagem com os rótulos das cervejas Coruja e La Trappe
Coruja, La Trappe, o iniciante e o "Mundo Novo"

Memória de formiga!

Agora é que as memórias começam a falhar e, para piorar, e não tenho muitas fotos ou vídeos desse dia, o que dificulta ainda mais eu me lembrar das circunstâncias que me levaram a experimentar essas duas cervejas, salvo, claro, da incessante curiosidade deste que vos fala :-).


Neste ponto é que eu gostaria de me recordar bem daquele dia porque, se não me engano, era aniversário da Flávia Matioli e decidimos sair para celebrar, mas não tenho muita certeza disso porque, à partir de um certo momento, criamos uma espécie de grupo de degustadores de cervejas especiais no trabalho e não precisávamos (e ainda não precisamos) de uma data especial para nos reunir, basta apenas “dar na telha” e alguém mandar a mensagem no WhatsApp que logo o grupo se organiza. Porém, se houver uma data especial então, aja cerveja e vinho para essa turma, Jéssica e Rafa, companheira e ex-companheira de trabalho, respectivamente, que lhe diga!



Mais um aniversário
Mas vamos lá, vamos dizer que sim, era aniversário da Flávia. Eu tenho quase certeza de que estávamos reunidos naquela ocasião para cantar parabéns para nossa querida amiga. Só pode ser esta a razão para ter tantas pessoas, pois a Flávia é uma pessoa daquelas que você não encontra todos os dias por aí, então você valoriza e quer sempre ter por perto. Falando nisso, aproveito e mando um abraço para minha querida amiga, companheira de labuta, pois estou de férias e, claro, com saudades de sua companhia; um abraço, Flávia, e calma, eu vou voltar! :-P

O que me lembro mesmo é que minha coleção de garrafas ainda estava bem pequena e eu não havia pensado em juntar tantas delas; não tem muito tempo que decidi que queria fazer um blog e até algum tempo, eu só guardava as garrafas para me recordar desses momentos especiais. Hoje, porém, tenho muitos outros planos para elas, as garrafas, que ainda me servirão para muitas coisas e eu espero que você um dia veja o que pretendo fazer, vai ser bem legal :-P.


As escolhas de um iniciante
Então, já que minha memória não é de elefante e está mais para memória de formiga, vou me concentrar naquilo que me vem à mente sempre que olho para as duas garrafas que me levam àquela ocasião, a da La Trappe e a da Coruja. Depois de um dia normal de trabalho, nos reunimos primeiro num restaurante onde costumávamos almoçar chamado Terra da Garoa, no Butantã, mas o ambiente não era dos mais agradáveis para nós e por essa razão decidimos “pular de bar”, fomos para um outro bar vizinho onde você pode encontrar muitas cervejas especiais, como Erdinger, Colorado, Faxe, La Trappe, Coruja, dentre outras. E é deste bar que guardo as memórias que dificilmente vão se apagar.


Estávamos reunidos, conversando e celebrando como bons companheiros de trabalho e acredito que a cerveja na mesa era a Original, que não é ruim, porém, como eu estava começando a descobrir este novo mundo das cervejas especiais e ali havia muitas delas, eu facilmente fui fisgado. Mas, em meio a tantos rótulos, como um iniciante pode escolher? Não adianta muito explicar as diferenças entre cada tipo ou escola cervejeira diferente por que tudo vai soar como sopa de letrinhas japonesas, então eu decidi pela embalagem e escolhi, junto com os amigos da mesa, as mais bonitas e curiosas.


foto da La Trappe e Coruja na Coleção de Garrafas
La Trappe e Coruja na Coleção de Garrafas

Depois de uma Erdinger, degustamos uma Coruja, que vem numa garrafa que se distingue fortemente das demais por ter um formato bastante diferenciado e, para alguns, lembra uma garrafa de remédio em tamanho gigante; para mim lembrava mais uma garrafa de Sakê de um pirata dos mais antigos e dos mais caricatos. O preço da garrafa, cerca de R$ 30,00 espantou um pouco, mas o sabor agradou a quase todos à mesa, mas não me pergunte o tipo e as características dessa Coruja, só me lembro que gostei e ainda vou experimentar os demais tipos que eles fabricam.


A recompensa
Muitas pessoas não gostam e/ou tem receios em relação à cerveja e não adianta forçar a barra, é melhor deixar que cada um decida por si mesmo o que quer ou não fazer. Mas é muito legal quando você vê alguém degustar uma cerveja especial pela primeira vez e dizer “Nossa, é gostoso mesmo, que diferente!” e essa é a recompensa de quem escolhe algo para seus amigos, você só quer dar às pessoas algo de que elas gostem e guardem consigo.


Chutando o balde!
Na sequência, decidimos chutar o balde, queríamos a garrafa mais “cheia de estilo”, mais clássica, mais elegante, tudo isso sem ao menos conhecer a cerveja da qual comentávamos, fizemos tais julgamentos apenas ao olhar para a garrafa. O preço chegou a espantar por alguns instantes, mas logo superamos isso e chamamos o Garçom, que não demorou a elogiar a cerveja “Essa La Trappe é a melhor bebida da casa, tem pessoas que vem aqui só por causa dela”, dizia ele, e com certeza as trapistas fazem jus à fama porque são consumidas de uma maneira muito diferente, começando pela taça, depois (e isso eu só observei muitas degustações depois) pelo sabor, que se diferencia, não há nada igual, as trapistas são as melhores e sem falar da história dessa escola cervejeira. Se você não conhece, basta dizer que é uma receita monástica, ou seja, produzia por monges e repassada de geração em geração. Há apenas 11 monastérios que a produzem, o que a torna ainda mais especial.


As trapistas são especiais
Me lembro que minha sugestão foi impulsionada por um comentário feito pelo Demian alguns dias antes, quando falávamos sobre tipos de cerveja, em que ele me disse gostar muito das trapistas e que estas são cervejas muito especiais. E são mesmo, eu pude confirmar isso. Atualmente as trapistas, sobretudo a La Trappe, são as que mais me agradam e eu aguardo ansiosamente pela próxima promoção maluca do pão de açúcar, para poder comprar mais.


Dica para os cervejeiros de plantão
Eu recomendo que você conheça este bar por que, além do menu com uma boa quantidade de cervejas especiais e além de também ser um bom restaurante, eles fazem algumas promoções do tipo "leve 3 cervejas e ganhe um copo" e, só nessa, eu já trouxe para casa 3 copos, sendo dois da Faxe e um da HB. A localização também é muito boa, fica quase na frente do metrô Butanã, há policiais circulando com bastante frequência pela região, tem táxi e ônibus praticamente na porta. Outra coisa que posso dizer é que considero o preço justo, ou seja, eles não cobram o 'olho da cara', como estamos acostumados a ver por aí.
Imagem do Vital Bar, retirada do GoogleMaps
Vital Bar - Imagem retirada do GoogleMaps


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Cheers!!!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Garrafa #02 - Wells Waggle Dance: Uma opinião, uma viagem, uma HoneyBeer e um momento inesquecível.

Cerveja de mel, será que isso é bom? Deve ser!


Montagem com o rótulo da Wells Waggle Dance - Cerveja de Mel
Wells Waggle Dance - Cerveja de Mel

Em Ouro Preto...
A história que envolve esta e as duas próximas cervejas faz parte de um momento muito especial da minha vida: a viagem que Mônica e eu fizemos à Ouro Preto, em Minas.

Eu me lembro da primeira vez que ouvi falar sobre essa cidade, foi numa aula de história, quando eu estava na sétima série e naquela aula eu disse para mim mesmo “um dia eu andarei por essas ruas, um dia verei esse lugar”. Mais adiante, já durante o último ano escolar, quando eu estudava num curso de Design Gráfico, na Etec de Carapicuíba, durante uma das aulas de história da arte, o professor João (Jocoso) nos contou sobre Ouro Preto, a arte barroca brasileira, as igrejas, prédios, pinturas, esculturas.. ele mostrava imagens e ia nos envolvendo com a genialidade de Aleijadinho, Ataíde e tantos outros, as caracteristicas que diferenciavam nossa arte do barroco europeu, os detalhes que cada artista mantinha em seus trabalhos, os significados de cada traço, o objetivo de cada um daqueles artistas que marcaram uma época. Eu ficava fascinado com aquilo tudoPreparando o terreno. 

Aprendendo sobre tudo
As aulas eram às sextas-feiras, um dia em que eu talvez fosse o único adolescente ( quase adulto) que não quisesse sair da aula de jeito nenhum. Depois das aulas na Etec, que iam de 13h30 até as 18h, eu ia direto para a escola, onde eu teria uma aula de literatura, com o professor Celso, uma pessoa a quem atribuo muitos valores. Um homem apaixonado por sua profissão, que não economizou incentivos e apoio naquele momento em que eu estava prestes a deixar a escola. Ele me emprestava livros como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom casmurro, Senhora, pedia que eu escrevesse e corrigia as minhas redações, me explicava coisas sobre a vida, que eu poderia ser o que quisesse quando saísse da escola, que o futuro era muito maior e melhor do que eu poderia ver naquele momento. Um grande professor, de quem eu sinto muitas saudades e a quem eu ainda devo uma visita na escola, se é que ele ainda está por lá.

Depois das aulas de literatura, quando a grande maioria dos alunos ia embora, afinal era sexta-feira, éramos muito jovens, cheios de energia e tinha balada para ir, eu era um dos poucos que ficavam na escola e, mais do que isso, aguardava com muita ansiedade pela aula que estava prestes a começar, a aula de história, com o professor Barcala. Dos poucos alunos que ficavam, a maioria não se importava com o que o professor tinha a dizer, eles interrompiam a fala a todo momento, faziam barulho, davam risadas do professor e faltavam com respeito, o que deixava o professor muito zangado. Imagina você, tendo que falar algo para um grupo de pessoas que fica sentada à sua frente sem demonstrar nenhum interesse e tentando te fazer perder a linha, é de dar raiva, não?

Comos os mineiros, indo pelos cantinhos...
Era neste ambiente, que eu tentava conversar com o professor, depois que ele já não suportava mais tentar botar algo naquelas cabeças vazias. Eu ia à sua mesa e pedia explicações sobre muitos acontecimentos na historia brasileira. Falávamos muito sobre a história de Minas Gerais, sobre as políticas que levaram muitos brasileiros a se revoltarem contra a coroa portuguesa, sobre como muitos governos se valiam da força para manter a população sobre controle. Ele também me falava muito sobre a historia de Carapicuíba, nossa cidade, o valor histórico de nosso patrimônio. 

Um professor e sua missão
Uma outra coisa muito legal, que o Barcala nos transmitiu, foi a ideia de que você precisa se conhecer, saber de suas origens. Ele nos pediu que fizéssemos uma árvore genealógica, que buscássemos nos documentos de família, a origem de nossos pais, de seus pais, de seus pais, de seus pais.. Mais do que entender sobre a origem, eu aprendi que a experiência de buscar por algo, ir o mais longe que você puder e não desistir enquanto não econtrar, é algo marcante na vida de qualquer pessoa, é algo que nos realiza como ser.

Vivendo a experiência
Foram todas essas coisas que me levaram à Ouro Preto. Passei seis dias andando por aquelas ruas, adentrando minas de ouro, museus, igrejas, bares, contemplando as vistas daquele lugar fantástico.. mas foi na última noite, a da despedida, que a cerveja passou a fazer parte daquele momento. Nós passamos duas ou três vezes pela Rua Direita, se não me engano, e vimos uma pequena porta, que mais parecia um porão e não chamava muita atenção de quem estivesse andando por ali. Como havia uma inscrição, eu decidi entrar. Era um bar. Você passava por aquela portinha e ia andando pelo corredor que dava acesso a um quintal, onde colocaram algumas mesas e fizeram um bar.

Wells Waggle Dance, em Ouro Preto-MG
Wells Waggle Dance, em Ouro Preto-MG

















Que experiência, que momento!
Logo de início o ambiente já ia nos envolvendo, com músicas do Scorpions e outras bandas das quais eu gostava muito e uma iluminação que nos deixava muito a vontade. Fomos atendidos por um garçom muito atencioso, a quem pedimos uma sugestão de bebida e nos indicou primeiro uma Backer e depois uma Wells. Até aquele momento, eu nunca havia experimentado uma cerveja em seu próprio copo, ninguém nunca havia servido uma cerveja de trigo e chacoalhado a garrafa antes de terminar de preencher o copo. Eu fiquei curioso sobre o nome “Wells Waggle dance” e li no rótulo que “Waggle Dance” é o nome do movimento que uma abelha faz para indicar para as demais que uma fonte de néctar foi encontrada. Eu achei tudo isso muito mágico e fiquei muito encantado. Naquele momento em específico, eu passei a enxergar a cerveja como uma experiência e decidi que queria viver muitos outros momentos como aquele.

Eu queria mais!
Depois, numa outra oportunidade, eu a comprei mais uma na Dona Deola, na Granja Vianna e bebi com a Mônica. Também recebi uma Wells Banana num dos BeerBoxes que passei a assinar. O cheiro e realmente lembrava banana, mas não o sabor, o que de maneira nenhuma faz com que não seja uma boa cerveja, muito pelo contrário. Foi com esta última que eu percebi que cheiro e sabor nem sempre são a mesma coisa. Doido isso, né?!

Prateleira com Wells Waggle Dance, na Dona Deola
Wells Waggle Dance, na Dona Deola

legal, mas e sobre a cerveja?
Um rápido comentário que posso fazer sobre essa cerveja é que você já percebe a diferença na textura, na espuma e na coloração, quando vê pela primeira vez, porque realmente lembra um pouco as características do mel, mas fica ainda mais bonito no copo, ou melhor, na taça. No sabor, você sente de início uma coisa mais adocicada, o que é muito bom. Mas não é uma dulçor exagerado, daqueles que você enjoa e não consegue terminar a garrafa; pra mim, tudo na medida, é uma excelente cerveja!




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Wells Waggle Dance
Conhecendo uma cerveja de mel



Wells Waggle Dance - é muito boa
Meus amigos tinham que saber disso!
Foto dagarrafa da Wells Waggle Dance que veio de Ouro Preto-MG
Na coleção a garrafa da Wells Waggle Dance que veio de Ouro Preto-MG

Cheers!!!